"Alguém deve rever,escrever e assinar os autos do passado
antes que o tempo passe tudo a raso."
Cora Coralina
A exposição "Naquele tempo",etapa da OLP,foi
realizada EM 30/07 pelos alunos do 8º ano A
sob orientação das Professoras Adriana Souza
e Jemima Quézia.
Com o objetivo de conhecer e valorizar a
experiência das gerações passadas, foi feita
uma amostra de fotos,utensílios
domésticos,dinheiro,roupas e até equipamentos
de "alta tecnologia" como:rádios,vitrolas e
máquinas fotográficas que retrataram o modo de
viver da nossa comunidade "naquele tempo".
Abaixo,o registro de tão valioso trabalho
Parabéns, Professora Jemima Quézia pela sua contribuição em tão valioso trabalho.
Vamos olhar a nossa cidade como se fôssemos
estrangeiros, forasteiros ou viajantes e assim
redescobrir lugares, histórias e registrá-las
em poesias, memórias e crônicas.
Vamos lá galerinha: é hora de caprichar nos
Em 2014, novamente os alunos da EEPGL participam da Olimpíada de Língua Portuguesa. As Professoras Adriana Souza e Solange Reginaldo estão desenvolvendo as oficinas com as turmas de 7º, 8º e 9º anos. Trabalhando os gêneros textuais Memórias Literárias (7º ano) e Crônicas (8º e 9º anos), as oficinas da OLP oportunizam ao discente ampliar seu repertório de leitura e exercitar a escrita. O tema O lugar onde vivo objetiva estimular uma reflexão sobre a importância de pertencer a um lugar, valorizar a cultura e registrar as histórias de onde vivem.
Aqui, o registro de algumas altividades:
Minhas recordações
Morar em Apodi
sempre foi motivo de alegria. Quando pequena, lembro que as casas eram
distantes uma das outras, as ruas nem eram calçadas, era mesmo na areia. A
igreja matriz ficava no centro da cidade, e o hospital tinha uma
espécie de farol para identificar o local. Muitos morriam por morarem distante
dele, pois havia poucos carros e nem todos tinham acesso a eles. Meus pais
andavam mesmo era de carroça. Eram tempos bem difíceis, mas também muito
felizes, lembro até hoje!
Como éramos
muito pobres, minha mãe não podia me dar bonecas, bonecas não “calungas”, eram
assim que chamávamos. Eu fazia as minhas de casca de melancia ou mesmo de ossos
e o que mais a minha imaginação criava. Não havia escola primária, as aulas
eram na casa da professora. Não havia livros escolares como os de hoje, era cartilha.
A professora fazia perguntas a nós e quem não respondia corretamente era
castigado com palmatória. Haja mão!
Na mocidade, quando arranjava um namoradinho, tinha que levar pra casa, mas não podia beijar
na frente dos pais e nem pegar na mão, pois sempre tinha alguém vigiando. Mas
sempre se dá um jeitinho, não é? Lembro que mamãe fazia nossas roupas com sacos
de açúcar, quando as coisas estavam melhores, ela comprava chita pra fazem um
vestido.
Sinto saudades
daqueles tempos onde tudo era tão simples, o sabor e cheiro inconfundíveis da
minha infância que ainda lembro como se fosse hoje.
Autores: Alunos do 8º
ano, com revisão da professora Jemima Quézia.
A Olimpíada de Língua Portuguesa é uma excelente oportunidade para que os alunos ampliem suas experiências de leitura e, principalmente, sejam estimulados a escrever textos nos gêneros poemas, memórias literárias, crônicas e artigo de opinião. Nesta postagem, publicamos os escritos produzidos pelas alunas nas oficinas da OLP desenvolvidas pela Prof.ª Adriana Sousa.
O tema O lugar onde vivo foi a inspiração para os discentes. Agora, é nossa satisfação postar em memórias e poemas o que as pequenas 'escritoras' Alana e Maiver nos contam
HISTÓRIAS DA MINHA AVÓ
Maria Auxiliadora, conhecida como Dôdora ou, simplesmente, minha adorada avó que tem 61 anos de idade e já viveu muito, nasceu, cresceu e vive até hoje no Bairro Bico Torto. Ela gosta de contar as histórias da sua infância e me mostrar como era diferente a vida na sua época.
Um dia, ela me pôs no colo e começou a me contar a história da sua vida:
" Ainda sinto o cheiro das árvores que rodeavam o lugar onde eu morava.
O Bico Torto tinha poucas casas, não tinha luz elétrica. Era preciso pegar água na cacimba para beber e usar nos afazeres domésticos. Não tinha televisão, computadores e outros equipamentos da modernidade.
Eu adorava brincar de bonecas! Bonecas que eu mesma fazia com sabugo de milho. Brincava de ciranda, passar o anel, amarelinha, esconde-esconde, cabra-cega... como era bom! Dávamos as mãos e rodávamos cantando a música: atirei o pau no gato e , também, tinha a brincadeira do camaleão. Todos ficavam em fila e o grito soava:
_Cadê o camaleão?
E gritavam de volta:
_ Está aqui!
E dava um passo para frente...
Todas essas brincadeiras as crianças não brincam mais!
Eu ia para a escola todos os dias. Aprendi a soletrar, a ler e a escrever. Lá não tinha o que tem hoje: computador, dvd, livros de todas as matérias. Não tinha merenda. A professora não escrevia em quadros. Ela usava a cartilha, passava a lição e se tivesse errada levava bolo nas mãos. Tínhamos que respeitar a professora, respeitar os mais velhos também, principalmente, os nossos pais.
Saíamos para as novenas com os pais do lado. Nós não podíamos sozinhas. A primeira vez em eu e minhã irmã saimos sozinhas foi uma alegria, só que, quando alguém passava por nós, íamos para trás, para ficarmos sozinhas.
Os namoros naquela época era em casa, na frente dos pais. E o pai tinha que conceder. E não podia namorar na escola. Quando resolviam casar, ficavam noivos e algum tempo depois se casavam na igreja.
Já trabalhei muito. Apanhei feijão, algodão, milho, café. Plantei e fazia tranças para fazer chapéus e vender. Com o dinheiro comprava roupas. Cresci, me casei e tive oito filhos. A educação deles era parecida com a minha: trabalhar e respeitar os mais velhos.
Hoje sou aposentada e posso aproveitar para descansar, pois a vida não foi fácil para mim."
Alana Cristina de Oliveira Martins/ 7ºA
MINHA CIDADEZINHA
Minha cidade é pequenininha
Lugar de gente bonita e humilde
Há muitas festas divertidas
Há também alegrias e diversões
Aqui em Apodi tem muitas festas
Animadas vaquejadas
Quadrilhas são as que eu acho mais divertidas
Mas não tem só essas duas
Tem também a festa do padroeiro
São João Batista
Onde vai muita gente cantar
Para se alegrar
Lá na minha rua
Acontece uma festa de quadrilha
Onde tem muitas crianças dançando e desfilando
Algumas mães olhando
Seus filhos
Porque os filhos são sua grande alegria
Depois da dança e do desfile
Fazem forró com pessoas
Animadas e divertidas
a dançar
E é por essas e outras razões
Que eu gosto muito de viver nesse lugar
Maiver Alves Freitas / 6ºA
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Tão pequenas que são mas, já nos ensinam que todos podemos escrever nossas lembranças e impressões de mundo. Pode ser por observar a vida ou por conversar com quem já viveu mais. O que vale é a nossa disposição para aprender. Porque ninguém precisa ser um grande poeta ou escritor de qualquer gênero ou querer ganhar fama... aqui, também vale registrar memórias, histórias, fatos ou o jeito que a gente vive em nosso lugar.
A Olimpíada de Língua Portuguesa tem proporcionado indiscutivel contribuíção para o desenvolvimento da leitura e da escrita através de sequências didáticas planejadas passo a passo, com material gráfico e sonoro para complementação das atividades. O tema "O lugar onde vivo", objetiva estimular o sentimento de pertencer a um lugar, a valorizar a cultura do povo ao qual pertence e a registrar os fatos relevantes para a comunidade em que se vive através de poemas, memórias, crônicas e artigo de opinião.
Aqui na EEPGL, a Prof.ªAdriana Sousa orientou os alunos de 6º ao 9º ano, no turno matutino.
Em 19/09, foi realizado o cerimonial de entrega dos livros produzidos pelos alunos do 6ºA e 6ºB, com a seguinte pauta:
Boas vindas aos pais, pelo diretor Ivonaldo Alves
Mesa de brindes e livros
Apresentação do livro, pela Prof.ª Adriana Sousa
Dueto musical, por Maria Clara e Elisabete Sabryne
Entrega do 1º livro de poemas a Maria Eduarda, por Ivonaldo Alves
Leitura dos poemas
Registro da participação dos pais
Sorteados
Brinde para a Prof.ª Adriana
Uma professora muito querida